Justiça investiga se juiz federal recebeu propinas do Corinthians
Rodrigo Coca / Agência Corinthians

O Ministério Público Federal (MPF) pediu autorização da Justiça para abrir inquérito para investigar se o juiz Leonardo Safi de Melo, da 21ª Vara Cível Federal em São Paulo recebeu propinas do Corinthians para conceder levantamento de alvará em 2018. O juiz está sendo denunciado por corrupção passiva, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Existem outros processos com indícios de uma organização criminosa comandada pelo juiz, para venda de decisões e sentenças na Vara Federal. Segundo a Procuradoria, ele escolhia processos milionários, usava intermediários para se aproximar de uma das partes da ação e pedia uma “comissão” para expedir precatórios.

Além do juíz, estão sendo investigados o diretor da 21ª Vara Cível Federal em São Paulo, um perito e duas advogadas.

O presidente do Corinthians Andrés Sanchez, o advogado do clube Juliano Di Pietro, o diretor jurídico Fabio Souza Trubilhano e o vice-presidente Alexandre Husni, foram ouvidos nas investigações e confirmaram ter recebido pedidos de propinas, mas somente Husni admitiu o pagamento em troca do levantamento de débitos tributários.

O Corinthians emitiu um comunicado nesta quarta-feira informando que não aceitou o pedido de propina e que “jamais cometeram qualquer ilicitude e não compactuam com qualquer ato de corrupção”. Esclareceu ainda que os valores pagos por Alexandre Husni aos servidores públicos investigados refere-se a processo de seu escritório particular movido contra os Correios e que não tem relação com o Clube. 

Fontes: Estadão, Corinthians