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Matheus Magossi Ruiz
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Goiano, o zagueiro que marcou contra o Barcelona
Site do 3º Tempo / Sylvio Freitas

A Raça é uma característica muito valorizada pela torcida corinthiana em um(a) jogador(a). Nosso aniversariante do dia foi um dos precursores dessa característica sempre atribuída a aqueles(as) que nos representam em campo. Washington da Silva Guimarães, o Goiano, nasceu em 2 de fevereiro de 1928 em Rio Verde (GO). Quem o viu jogar, ainda diz que foi o melhor zagueiro da história do clube. Era dotado de uma entrega invejável em campo, não se importando em se machucar se preciso fosse para dar fim a um ataque adversário ou para proteger os colegas em confusões.

Essa sua última característica lhe rendeu o apelido de “Guarda Costas” ou “Guardião do Pequeno Polegar” mesmo com seus 1,76m de altura. Tudo pelo fato de Goiano, ao se deparar com uma confusão nas quatro linhas envolvendo Luizinho, o famoso Pequeno Polegar, intervia e não deixava que o colega de time saísse numa pior da briga. Diversas vezes os adversários exploravam isso para tirar Goiano do sério e desestabilizá-lo, o que poderia até ser efetivo, mas era compensado com mais entrega em campo.

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Goiano é, também, um ídolo do Atlético-GO, onde conquistou o campeonato goiano de 1944. Chegou no Corinthians em 1952 vindo do Linense, e aqui conquistou os títulos do Paulista de 1952, do Paulistão do IV Centenário de São Paulo (1954), dois torneios Rio-São Paulo (1953 e 1954) e a Pequena Taça do Mundo (1953). Essa última conquista disputada em Caracas, na Venezuela, é o motivo do título do texto. No jogo que deu a taça ao Timão, o zagueiro fez o gol que deu a vitória em cima do Barcelona por 1x0.

Porém gol não era algo de extrema raridade vindo do zagueiro Goiano. Segundo o Almanaque do Timão, o jogador disputou 296 jogos, participou de 184 vitórias, 58 empates e 54 derrotas. Nesse seu retrospecto marcou 22 gols com a camisa alvinegra, um feito pouco comum para zagueiros na época. Goiano fez parte da história do Time do Povo até 1959, quando deixou o clube. Viveu em São Paulo até falecer no dia 25 de outubro de 2003. Esse texto é uma singela homenagem a um dos grandes jogadores que tivemos vestindo nossa camisa.